Minha primeira postagem de 2014 será para homenagear o poeta e documentarista Akins Kinté, que agrega entre outras virtudes, o fato de ser gente da melhor qualidade.
Akins comandou no dia 05 de dezembro de 2013, no Centro Cultural São Paulo, mais conhecido como Centro Cultural Vergueiro, o sarau poético e futebolístico com craques da poesia periférica.
Na várzea e na vida, que coisa linda é uma partida de futebol.
Bola na trave não altera o placar
bola na área sem ninguém para cabecear
bola na rede pra fazer o gol
quem não sonhou em ser um jogador de futebol?
A bandeira no estádio é um estandarte
a flâmula pendurada na parede do quarto
o distintivo na camisa do uniforme
que coisa linda, é uma partida de futebol
Posso morrer pelo meu time
se ele perder, que dor, imenso crime
posso chorar se ele não ganhar
mas se ele ganha, não adianta
não há garganta que não pare de berrar
A chuteira veste o pé descalço
o tapete da realeza é verde
olhando para bola eu vejo o sol
está rolando agora, é uma partida de futebol.
O meio campo é lugar dos craques
que vão levando o time todo pro ataque
o centroavante, o mais importante
que emocionante, é uma partida de futebol.
O goleiro é um homem de elástico
os dois zagueiros tem a chave do cadeado
os laterais fecham a defesa
mas que beleza é uma partida de futebol
O meio campo é um lugar de craques
que vão levando o time todo pro ataque
o centro avante, o mais importante
IMAGINA NA COPA!!!
sexta-feira, 3 de janeiro de 2014
domingo, 29 de dezembro de 2013
Réveiller
O hábito de nos vestirmos de branco e fazer a contagem regressiva para a chegada do ano novo não nos faz perguntar de onde vem esses rituais. Quem inventou esse tal réveillon?
A maioria das tradições teve origem em outros países. A começar pelo nome, que vem do francês, do verbo réveiller, que significa acordar.
É o despertar do ano.
Essa palavra, réveillon, surgiu no século 17, dando nome aos longos jantares nobres, em vésperas de datas importantes.
No século 19 a comemoração se popularizou entre os franceses.
No Brasil, esse costume chegou com a corte de Dom Pedro II ao Rio de Janeiro.
Com o tempo fomos incorporando elementos da nossa cultura nos rituais.
O ano novo começa entre fogos de artifício, buzinas e apitos. Acreditava-se que o barulho espantava os maus espíritos.
Atualmente a queima de fogos é um espetáculo aguardado em quase todo mundo.
Com os agricultores portugueses aprendemos a guardar sementes de uvas e romãs, a fim de trazer prosperidade.
Os italianos trouxeram o costume de comer lentilhas na passagem do ano.
As roupas novas nos remetem ao espírito de renovação. O hábito de usar branco veio dos africanos, devotos de Iemanjá, homenageada com oferendas no mar, e também nos remete à paz. Pular ondas é um hábito grego. Os gregos acreditavam que o mar era fonte de vida.
Há também tradições familiares e pessoais para atrair boa sorte, como subir em uma cadeira à meia noite ou não virar o ano com a carteira vazia.
Já estão preparando seus rituais para o próximo ano?
Eu lhes desejo bons sonhos e o mais alegre despertar em 2014.
quarta-feira, 25 de dezembro de 2013
Em 2013 EU COMI MARLI
No dia 22 de dezembro o Natal se expressou de forma sublime em minha casa. Uma mamãe Noel decidiu adentrar pela porta de entrada e presentear inúmeros amigos, amantes da beleza, que se encontraram para recitar poemas, cantar, cheirar, beijar, beber e... COMER! Mas esta é a parte mais especial de tudo.
Lembram das minhas mais recentes postagens neste blog? Me deliciei com as inspirações em Babette e Tina dos filmes: Como Água para Chocolate e A Festa de Babette. Pois bem, a experiência natalina em minha casa foi exatamente a vivência babetteana através da mamãe Noel Marli.
Sim, esta mulher que em 2013 foi uma das amigas mais deliciosas de se degustar. Em 2013 EU COMI MARLI! Rsrsrsrs Mas sinto que estou até agora mastigando-a, apreciando-a, saboreando-a! GOSTOSA essa Marli!
Marli se preparou, deliciosamente, ao longo das ultimas semanas para oferecer uma apetitosa Moqueca e, de cortesia, ainda cozinhou um risoto de frutos do mar. E com direito à entrada, regada a caranguejo e camarão crocante.
Essa mulher é uma atiçadora de prazeres! Pouco a pouco quem eu nem imaginava que viria foi chegando como quem, de suas casas, sentira o cheiro das iguarias! E a festa foi uma celebração do nobre sentido do encontro!
Obrigado Marli pela dedicação! A entrega! A gratuidade! A simplicidade! Em ti, baixinha arretada, eu vi o sentido do natal explodindo pelas veias de minha casa! Contagiando cada ser humano que veio ver/sentir/degustar o que o menino Jesus em forma de mulher é capaz de realizar!
A ti, toda honra e toda glória
E finalizo com minha frase do ano: Só me interessa o que me comove! E você me comove!
Em 2014, muitos cheiros desfrutáveis para todos!
Até o ano que vem!
Gilson Reis
25.12.13
segunda-feira, 23 de dezembro de 2013
É Natal!
Assim disse São Leão Magno:Hoje nasceu o nosso Salvador. Alegremo-nos. Não pode haver tristeza no dia em que nasce a vida; uma vida que, dissipando o temor da morte, enche-nos de alegria com a promessa da eternidade!
Com o coração alegre desejo-lhe um profundo mergulho no amor de Deus, que se faz plenamente presente pelo dom do Natal do seu Filho no coração da humanidade!
Aspiremos também nós ser dom/presente de Deus na vida das pessoas.
FELIZ NATAL! Que a feliz alegria do Natal esteja presente na sua vida e todos os dias do Novo Ano que se aproxima.
sexta-feira, 20 de dezembro de 2013
Sinais do Natal
Os objetos e adereços natalinos tem significados especiais.
O azevinho, utilizado para simbolizar o flagelo de Cristo, o visco e a hera eram consideradas plantas mágicas pelos druidas, antigos sacerdotes dos gauleses e bretões, porque mantem-se verdes em pleno inverno.
Durante a festa em homenagem ao rei Saturno, dos romanos, em dezembro, eram distribuídos presentes ao longo do mês.
No século XIV, no dia 5 de dezembro, as crianças comemoravam o dia de São Nicolau, colocando os sapatos na janela e recebendo presentes.
As árvores eram utilizadas para reverenciar as divindades, na mitologia grega. O carvalho homenageava Júpiter; a oliveira era oferecida a deusa Minerva e a videira ao deus Baco.
A árvore é considerada a intermediária entre o céu e a terra, representante das possibilidades de evolução e de elevação do homem.
Na China, o pinheiro simboliza a longa vida e, no Japão, a imortalidade.
As guirlandas representam a mandala, um diagrama de círculos e quadrados, considerada a chave para que o homem se conscientize das qualidades que o prendem ao eterno ciclo de nascimento e mortes. Os índios navajos americanos usavam guirlandas de ervas com função terapêutica e mágica; os druidas, como proteção aos maus espíritos e os hindus, para estimular a meditação.
Cores: o ouro ou os metais dourados são associados ao sol e no brasão dos cavaleiros era símbolo de sabedoria. Para os alquimistas, liga-se à evolução da materialidade para a espiritualidade. O verde é a renovação, a cor que tem o poder de regeneração, porque capta a energia solar e a transforma em energia vital. O vermelho está associado ao fogo e ao amor divino.
As estrelas simbolizam a luz permanente. No judaísmo são consideradas anjos guardiões. A estrela de cinco pontas, no esoterismo, traduz o esquema simbólico do homem em relação às medidas do universo - braços e pernas esticados, e a cabeça, que comanda a vontade. A de seis pontas é sinal de paz.
Velas: o fogo é usado por diversos povos para exorcizar os maus espíritos.
Finalmente, porque Dezembro? É o mês do início do inverno no Hemisfério Norte, quando a natureza adormece para renascer. A estação representa o começo do ciclo e a preparação para o nascimento do rei Sol, que traz a luz.
Um Feliz Renascimento para todos!
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