terça-feira, 26 de julho de 2011

Ao Amigo, Lindomar.

Querido, estou contigo para o que der e vier. Há algum tempo uma amiga me disse que o poema mais lindo, sobre a amizade, que ela já havia lido era o texto “Amigos”, de Vinicius de Moraes. Fez questão de imprimir uma cópia e me dar de presente. Tenho lido muitas vezes este poema. Acho que o mesmo se faz oportuno num momento como esse em que busco algumas palavras de apoio, carinho, companheirismo ao amigo do coração, Lindomar.

Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos.
Não percebem o amor que lhes devoto e a absoluta necessidade que tenho
deles.
A amizade é um sentimento mais nobre do que o amor,
eis que permite que o objeto dela se divida em outros afetos,
enquanto o amor tem intrínseco o ciúme, que não admite a rivalidade.
E eu poderia suportar, embora não sem dor,
que tivessem desaparecidos todos os meus amores,
mas enlouqueceria se desaparecessem todos os meus amigos!
Até mesmo aqueles que não percebem o quanto são meus amigos
e o quanto minha vida depende de suas existências ...
A alguns deles não procuro, basta-me saber que eles existem.
Esta mera condição me encoraja a seguir em frente pela vida.
Mas, porque não os procuro com assiduidade,
não posso lhes dizer o quanto gosto deles.
Eles não iriam acreditar.
Muitos deles estão lendo esta crônica e não sabem
que estão incluídos na sagrada relação de meus amigos.
Mas é delicioso que eu saiba e sinta que os adoro,
embora não declare e não os procure.
E às vezes, quando os procuro,
noto que eles não tem noção de como me são necessários,
de como são indispensáveis ao meu equilíbrio vital,
porque eles fazem parte do mundo que eu, tremulamente construí,
e se tornaram alicerces do meu encanto pela vida.
Se um deles morrer, eu ficarei torto para um lado.
Se todos eles morrerem, eu desabo!
Por isso é que, sem que eles saibam, eu rezo pela vida deles.
E me envergonho, porque essa minha prece é, em síntese,
dirigida ao meu bem estar.
Ela é, talvez, fruto do meu egoísmo.
Por vezes, mergulho em pensamentos sobre alguns deles.
Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim,
compartilhando daquele prazer ...
Se alguma coisa me consome e me envelhece
é que a roda furiosa da vida não me permite ter sempre ao meu lado,
morando comigo, andando comigo, falando comigo, vivendo comigo,
todos os meus amigos, e, principalmente,
os que só desconfiam ou talvez nunca vão saber que são meus amigos!
A gente não faz amigos, reconhece-os.

É isso meu querido. Aposso das palavras do poeta, por razões óbvias, para dizer o quanto tem sido importante para mim e para as pessoas que fazem parte do nosso circulo de amizade. Lindo... Mar...

http://www.youtube.com/watch?v=Hti8dKmkKag

5 comentários:

  1. Uma bela e merecida homenagem!
    Lindomar é uma sintonia de razao e sensibilidade que eu admiro.

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  2. Poxa Laudecir esse Poema serve para nós dois, também vou fazer uso das palavras do autor...vc é o amigo importante, faz falta, é sempre lembrado...e queremos sempre de volta, mesmo estando pertinho...rs....dramatica né...rs...penso que realmente..."A gente não faz amigos, reconhece-os."...e vc tem razão amigo...amizade é amizade, não importa a hora, o lugar nem a distancia...e é fato as vezes..."Tenho amigos que não sabem o quanto são meus amigos"...

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  3. "Quando viajo e fico diante de lugares maravilhosos,
    cai-me alguma lágrima por não estarem junto de mim" Obrigado hein! rsrsrsr

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  4. Confesso que ao terminar de ler estava com o meu coração apertado e olhos banhados em lágrimas...Lembrei das pessoas que me são muito queridas e do quanto me foi enriquecedor te conhecer, muito obrigada meu querido amigo Lau!

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  5. Fabi e Meire,
    Gosto muito de estar com vocês... Que bom estarmos juntos!!! Vocês são muito generosas para comigo!!!!Obrigado por pelo que foi e pelo que não foi....

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